Não há música com meu nome, há eu...

Hoje eu realmente estava precisando sentir uma brisa noturna e, felizmente, pude fazer isso ao som das músicas, as quais mais me fascinam no momento e, pra melhorar um pouco mais, pude cantar todas essas músicas em bom tom, sabe!?  Tenho uma professora que sempre diz que a fala é um instrumento muito poderoso e é claro que concordo plenamente com isso. A questão é que fico me perguntando até que ponto o canto pode servir como um bom instrumento também, um instrumento para extravasar muitas emoções. Me pergunto e, se eu pudesse basear as respostas somente em minhas experiências, já saberia a que conclusões chegar… Me sinto muito melhor por poder cantar mesmo sem ritmo, mesmo sem afinação e no canto acabo revelando muito de mim. E é engraçado revelar muito de si sem ter tanta noção de como isso está se dando, sem ter tanta noção do que se revela. Considero que o revelar-se está relacionado àquela velha discussão das problemáticas existenciais e eu garanto que, mesmo tendo já pensado e repensado sobre essas problemáticas, sempre há novos fatores que enriquecem as percepções acerca disso. Ontem eu cantava e passava o tempo durante as férias. Hoje eu canto e relembro uma noite. Ontem eu pensava em vestibular. Hoje penso em concurso público. Estão vendo? Sempre há novos contextos, sempre! Quero dizer que o curso das nossas vidas sempre está se modificando e essa não deve ser uma questão propícia a se ignorar. Hoje também cheguei a conclusão de que me dou muito bem comigo mesma, passo horas a fio tentando me entender ou conversar com meus pensamentos, isso é um avanço em relação ao que eu vinha comentando no parágrafo anterior, sempre que venho refletindo sobre mim, acabo analisando tudo o que mudou e chega a ser assustador ou muito mais confuso, o que na realidade não importa, o que importa é não deixar a vida passar sem chegar a nenhuma conclusão sobre ela. E eu estou aqui escrevendo e já é bem tarde, tenho consciência de que as mudanças fazem parte das vidas de todos nós, mas sei lá, as mudanças que ocorreram a mim nos últimos 10 meses são mudanças que de alguma forma me reestruturaram muito rápido. E o que esperar disso? Não sei, venho me perguntando. Aqui, vou tentar fazer um registro resumido dessas mudanças, já que pode ser que, daqui a 10 meses, eu veja tal registro e tenha mais razões para reflexão… Enfim, começo com agosto de 2011, o mês do desgosto. Lembro de nos últimos dias deste mês me envolver novamente com alguém que nunca representou terreno firme pros meus passos. Em setembro de 2011, me envolvo com outro alguém, aceito aceitar e aceito me envolver de olhos fechados, o que nunca havia acontecido. Em outubro de 2011, há o rompimento silencioso de um dos casos, um rompimento tão silencioso que até hoje não sei ainda se tomei total consciência dele, e houve também um rompimento escandaloso do outro caso. Posso dizer que a dor silenciosa sempre é a que mais prejudica, nesse caso não foi diferente. Em novembro de 2011, casei-me comigo mesma para me distanciar de possíveis tropeços e para garantir uma reabilitação. Em dezembro de 2011, abstraí tudo e todos. Em janeiro de 2012, estava num lugar distante, longe do que eu havia sido em 2011, desbravando uma imensidão de beleza e de pobreza juntas e confesso que não deu pra me prender a minha vida, não deu. Fevereiro de 2012 chegou cobrando forças que em muitos momentos achei que não tivesse. Tive de lidar com 3 problemas que me sugavam toda a vitalidade: Não acreditava mais na religião que me foi pregada por anos. Não teria mais a companhia de uma companheira indispensável. Não tinha mais como fugir da responsabilidade chamada ‘concurso público’. Foi assim que o ano do fim do mundo começou.É pouco? Pode ser que sim! Mas pra mim seria mais que o suportável, não foi fácil carregar essa carga pesada. Mas é como dizem: ‘Nada como um dia após o outro’. Cheguei em março de 2012 com uma meta, uma ideia, uma saída para o fim parcial dos meus problemas, essa saída se resumiu a uma prova e eu a fiz com toda entrega de quem aposta as últimas fichas de um jogo. Abril de 2012 chega tímido com algumas boas novas. E, finalmente, maio de 2012 dá o ar da graça. Ainda estamos em maio e não espero que aconteça algo que possa ser melhor do que já aconteceu nos dez primeiros dias desse mês. Dia cinco de maio de 2012, vejo ao vivo, pela primeira vez e talvez pela última vez, a melhor banda nacional da minha geração. Dia sete de maio de 2012, recebo o resultado positivo (80 entre 70098) proveniente de 2 meses de dedicação. E hoje, dia doze de maio, depois de voltar para casa sob uma meia lua amarela e imponente, chego a conclusão de que essas mudanças nesses 10 meses partiram inicialmente de um momento de felicidade alcançada por conquistas amorosas e me conduziram até a felicidade gerada por conquistas profissionais. Irônico, né!? Será que sou ou sempre fui uma moça sempre dotada de oportunidades para ser feliz? Será a felicidade de tempos atrás mais intensa do que a de agora? Essa é só uma mente questionadora e, pra falar a verdade, sabe o que sinto agora? Nada! Nada relacionado ao que passou, porque é como se tudo tivesse passado mesmo ou totalmente. Fui feliz, terminei feliz. É um ciclo perfeitamente encerrado. Sinto nada em relação ao passado ao mesmo tempo que sinto tudo em relação ao futuro.Isso é marcante, isso é revelador. Só mostra que eu quero mais do que nunca seguir em frente, consciente de que tudo que eu vivi serve como base, uma base forte para novas experiências. Hoje, agora, vou dormir porque preciso me preparar para o amanhã que me espera. O amanhã é meu.

May 12
Nada e tudo.
May 8

(Source: perfectcents, via stillburns)

Apr 19

(Source: only-drawing2)

Apr 19

(Source: only-drawing2)

Talvez, um dos maiores questionamentos que nos façamos seja: Será esse o caminho certo? E, na realidade, é possível que nunca saibamos qual é o melhor caminho a seguir. E nem sempre isso é razão para desânimo, já que determinadas circunstâncias te mostram bons caminhos, que não são necessariamente os melhores, mas que podem nos conceder algo que é essencial: um sentido para vida. Eu tive a sorte de me deparar com a possibilidade de seguir um bom caminho, que muitos não julgam como o melhor e, talvez, ele não seja mesmo, mas foi a partir desse caminho que fiz uma descoberta que já mudou minha vida. Descobri que é verdadeiramente importante buscar CONHECER a si mesmo, e isso, infelizmente, não é algo óbvio no contexto em que estamos inseridos. É importante se conhecer, para que com consciência das limitações e das possibilidades, possa-se construir um mundo melhor. Portanto, mesmo que você não tenha descoberto um caminho a seguir, lembre-se de que é necessário partir de dentro pra fora. Valorize o agente da sua própria vida: você.

Apr 15
Siga conhecendo!
Apr 9

(via poke-prince)

Apr 5

archiphile:

floating cinema by ole scheeren in yao noi thailand | more getaways

urhajos:

Peepshow Collective
Mar 29

urhajos:

Peepshow Collective

Ted Mosby: Como eu vou me recuperar dessa vez?  Lily Aldrin: Certo. Vou ter que perguntar isso. Você quer mesmo se recuperar?  Ted Mosby: O que você quer dizer com isso?  Lily Aldrin: A arquitetura está te matando, Ted. E nos mata ter que ver você assim. Você é como a cabra com o pano de limpeza. Você quer tanto isso. E toda vez que o mundo tenta te tirar isso, você continua agarrando. Mas é só um pano. Por que você quer isso?  Ted Mosby: Porque eu tenho que ser um arquiteto. Esse é o plano.   Lily Aldrin: Dane-se o plano. (…) Olha, você não pode desenhar sua vida como um edifício. Não funciona assim. Você tem que vivê-la e ela se desenha sozinha.  Ted Mosby: Entăo eu não devo fazer nada?  Lily Aldrin: Escute o que o mundo está lhe dizendo e dê um salto sem medo.  Ted Mosby: Você está certa. Você está absolutamente certa. 

Feb 16
Feb 11

(Source: soulhunting, via iamaloserbabyy)

Feb 10

(Source: rapte-mecamaleao, via retalhar)

Feb 10

(Source: mylican, via v-o-n-t-a-d-e)

"Não me espere porque eu não volto logo Não nade porque eu me afogo Não voe porque eu caio do ar Não sei flutuar nas nuvens como você"

- Canção pra não voltar - A banda mais bonita da cidade (via brejeiro)

(Source: cemiterios, via brejeiro)

Feb 4
Jan 30

(via desperte-se)

Jan 21

(via lacocaine)